segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Resumo da Participação Brasileira

Atletismo: O Ouro da Maurren Magi foi a única medalha que tivemos no atletismo, mas que medalha... Jadel Gregório, Fabiana Murer ficaram no "quase", infelizmente. A Fabiana foi psicologicamente prejudicada pela (des)organização da prova, tinha chance de pegar até prata. Ela merece mais! O Jadel não foi bem mesmo (sexto). Na maratona decepcionamos com duas desistências (os dois melhores, Marilson e Franck), quem chegou foi o José Teles, entre os 40. Na velocidade, o revezamento chegou nas finais, mas um pouco se deve aos erros dos EUA e de outros países. Claro, está valendo, mas não deu medalha dessa vez (o feminino 4x100 ficaou a um décimo do bronze). Do mais, de menos.
Viva Maurren, a nossa heroína! E melhoras para nosso Atletismo no futuro, ainda dependemos de uns poucos abnegados... Atletismo lota estádios em tantos países, por que aqui não? Acho que falta apoio da mídia e mais atenção nas escolas (se tivesse "queimada" nas olimpíadas seríamos campeões).

Basquete: Estamos mal no basquete. O masculino nem foi classificado. O feminino ficou bem abaixo da espectativa. Acredito que seja a entre-safra. Esperamos que a nova safra apareça logo!

Boxe: Melhorou, mas precisamos ir para mais finais. Assim, se medalhas aparecerem, quem sabe o boxe volte a ter mais atenção da mídia.

Canoagem: Nivalter e Poliana corajosamente foram aos jogos, sem chances mas com muita vontade. Na próxima, quem sabe, teremos resultados.

Ciclismo: participamos apenas da Estrada (20º no M e 51º no F) e do Mountain Bike (21º no M e 19º no F). Não jogamos na nova categoria BMX nem na antiga de velocidade de pista. Acho que poderiamos ser melhores no Ciclismo, dado ao número de praticantes e lugares para praticar. Talvez falte um pouco mais de profissionalização.

Esgrima: leve participação, posição intermediária. Ainda é um esporte elitizado no Brasil.

Futebol: O masculino fez o esperado: pouco para o aparente tamanho do esporte no país. Jogadores de futebol são tão "profissionalizados" que até têm vontade da medalha, mas quando surge um primeiro obstáculo mais alto, acabam se contentando em voltar para os países e times europeus onde levam a vida abastada. Por isso não levamos ainda a medalha de ouro: o futebol nas olimpíadas é sério, e não comercial como nas copas do mundo. Se pegarmos um time amador para representar o país pode ser que consigamos algo no futuro. Por enquanto, bronze está de bom tamanho.
Já o feminino, pelo contrário, como sempre nos orgulhou com muita luta e raça. Falta pouquíssimo para a medalha de ouro, apenas um pouco de experiência mesmo. E valorizou muito a prata. Fica pra próxima, com certeza!!

Ginástica Artística: Uma pena não pegarmos nenhuma medalha. Não representa o que conseguimos nessa modalidade. Tivemos pela primeira vez a equipe feminina na final por equipes, isso é fantástico! E o primeiro homem numa final por aparelhos, que por muito pouco não ficou com o ouro. Valeu! Não vejo a hora de ve-los de novo em ação!

Ginástica Rítmica: Fraca participação, notas bem abaixo da média. Precisamos melhorar bastante.

Handebal: Estamos crescendo, não se pode negar! Precisamos de um pouco mais de experiência e maturidade, tanto no feminino como no masculino, e confiança de que podemos chegar mais alto. Isso se consegue com o tempo. Atletas temos, e são muito corajosos!

Hipismo: Mais uma vez chegamos em algumas finais, o que é muito bom. E temos uma nova estrela no esporte: Camila Mazza. Mas Rodrigo Pessoa não conseguiu repetir outros desempenhos e tivemos dois animais que não passaram na inspeção por contusão (um deles do Doda, com chances). Não sou um expert no assunto, mas será que nossos treinamentos não estão um pouco forçados para os animais?

Judô: Três medalhas de bronze e aquela sensação de que poderíamos ter muito mais. Mas estamos com bons atletas sim, estamos no caminho. Um maior apoio psicológico para nossos atletas é fundamental, pois não têm que pedir desculpas, todos têm direito de perder. Faz parte!

Levantamento de Peso: O único representante (Welisson Silva) não teve o desempenho esperado por ele, mas o que pedir de um esporte que não tem quase apoio no país?

Lutas: Nossa grande atleta Zanza (Rosângela da Silva Conceição) chegou em Pequim. Isso já é muito bom! E quase beliscou uma de bronze... Talvez ela tenha conseguido algo melhor que a medalha: abrir caminho para mais uma modalidade, quem sabe igual ao Judô.

Natação: Ouro e Bronze com César Cielo, fantástico, o mais rápido do mundo! Na maratona feminina chegamos muito perto, 5º e 7º. Nas demais modalidades, ficamos quase lá, com vários atletas indo para semifinais e finais, tanto no masculino como no feminino. Com certeza a mídia agora irá destacar Cielo, e com isso a natação continuará recebendo os holofotes na TV. E assim, esperamos que consigamos ter mais Cielos.

Natação Sincronizado: nossas notas ficaram talvez abaixo do que as brasileiras mereciam, por isso não chegamos num resultado muito bom.

Pentatlo Moderno: A brasileira Yane Marques é sensacional. Se não fosse a infelicidade de pegar um animal problemático na prova dos saltos, a posição seria melhor. Valeu, outra modalidade que tira leite de pedra, pela pouca divulgação no país.

Remo: Houve uma pequena evolução, principalmente no feminino, enviamos mais atletas. Mas o remo ainda carece de bons resultados.

Saltos Ornamentais: A terceira participação olímpica da Juliana Veloso foi fraca, principalmente por uma lesão nos punhos. O masculino também não trouxe resultados expressivos. Outro esporte em que sempre temos representantes mas que ainda não chegou lá.

Taekwondo: Muita evolução, principalmente graças ao resultado de Atenas da Natalia Falavigna (quarto) levamos vários atletas, tanto no masculino como no feminino. Novamente nesses jogos ela se destacou, e conquistou uma brilhantíssima primeira medalha de bronze no esporte! Certamente em Londres teremos um número ainda maior de atletas e outras medalhas virão. Também ansiamos para ver o futuro da modalidade!

Tênis: Também estamos numa entre-safra, depois dos fenômenos Guga e Fininho. Não conseguimos bons resultados, vamos ter que trabalhar bastante para conseguir jogar bem nas quadras de Wimbledon, que serão o palco das próximas olimpíadas, em 2012.

Tênis de Mesa: Temos muita esperança no futuro desse esporte! Duas grandes promessas despontam, Gustavo Tsuboi e Mariany Nonaka, além do eterno Hugo Hoyama. Principalmente se conseguirmos mesmo fazer o intercâmbio proposto com os chineses. Não tivemos resultados expressivos nessa, mas foi bem interessante acompanhar os atletas. Outra modalidade com esperanças!

Tiro com Arco: Ficamos entre os 70. Fraco desempenho mas serviu muito como experiência, já que pegamos atletas de muito bom nível em fase eliminatória.

Tiro Esportivo: Provavelmente a pressão foi sentida, pois poderíamos ter tido melhores posições. Mesmo assim, ainda estamos longe de chegar nas finais com chance de medalhas nesse esporte.

Triatlo: Os atletas passearam bastante, mas não trouxeram resultados expressivos. O triatlo é, como o ciclismo, outra modalidade onde poderíamos ter mais e melhores atletas. Precisamos talvez de um maior profissionalismo e preparação.

Vela: Se considerarmos todas as dificuldades que os brasileiros tiveram nas primeiras regatas de todas as classes, o resultado final da vela foi genial. Aliás, como sempre tem sido. Uma de prata com Scheidt em nova classe e seu novo companheiro Bruno Prada e o bronze da Isabel e Fernanda. Continuemos no rumo dos ventos que ainda vai melhorar mais. Como na esgrima, esse é um esporte elitizado, mas já tivemos muitos excelentes resultados, mostrando que é possível chegar lá.

Vôlei: Dramático. E magnífico. De longe nossa melhor modalidade nesses jogos. O masculino conquistou a medalha de prata, com muito mérito. Bem diferente do bronze do futebol, questionável. E o feminino conseguiu o ouro histórico. Só temos que agradecer aos atletas do vôlei por ter "lavado a alma" de nós, torcedores brasileiros!

Vôlei de Praia: No masculino, duas medalhas (prata e bronze). No feminino, um quarto lugar. Alguns sentiram decepção, mas não se pode ganhar sempre. Poderíamos ser melhores, mas o vôlei de praia não voltou mesmo de mãos abanando, foi um bom resultado.

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